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ÀS ESCURAS

Posted by at julho 25, 2015 Read our previous post

Encontraram-se, por ironia do destino, nos fundos da Biblioteca da Universidade. Haviam marcado com seus devidos parceiros e ambos deram um grande, belo e confeitado bolo nos dois. agora ambos estavam lá, de braços cruzados, com cara de paisagem, olhando um para o outro. Ela, estudante de Medicina, loira, magra, olhos azuis vítreos, estatura média e formas físicas medianas. Ele, estudante de Letras, mouro, cabelos crespos compridos e trançados, forte, alto e de traços grosseiros.

Entreolhavam-se um pouco desajeitados, distintos em tudo mas com uma situação em comum. Queriam dar as costas um para o outro e irem embora, mas movidos por um instinto de zelo, tinham medo de abandonar o outro à sorte de qualquer incidente ruim que pudesse acontecer no futuro.

Resolveram puxar assunto. Primeiro ela, depois ele e começaram a se conhecer. Papo vai, papo vem, chegaram ao ponto que os colocaram na mesma situação, local e horário: seus parceiros. Ela tinha marcado com um ficante e ele tinha marcado com uma ficante também, apesar de se considerar um cara suspeito. Mas ambos infelizmente haviam degustado do mesmo bolo.

Tocaram também no assunto do compromisso: ele tinha namorada; ela era noiva, quase casada. Gostavam de sair da rotina, sempre que podiam. Eram verdadeiros infiéis profissionais. mas por incrível que pudesse parecer (algo estranho entre a maioria dos universitários da Federal, que gostam de viver de aparências), não escondiam essa particularidade um do outro, durante a conversa.

Os minutos iam passando, eles iam se conhecendo e seus corpos iam cada vez mais se aproximando. Talvez movidos pelo amor que tinham pela infidelidade, talvez pelo medo de estarem ali sozinhos na penumbra, um magnetismo que só os infiéis podem explicar ia atraindo cada um. Quando sentiram o calor dos corpos, abraçaram-se. Um beijo surgiu e acendeu a chama do desejo pelo proibido em cada um. As mãos de cada um, procuravam conhecer a geografia de seus corpos. Zonas erógenas eram descobertas e apresentadas a cada um. Estavam ardendo de excitação e um incêndio de prazer era inevitável.

Ela, movida pelo amantismo que exalava de seus poros, abriu o botão da calça, permitindo que ele enfiasse a mão e a fizesse morder os lábios de prazer. Ele então virou-a de costas, imprensou-a contra a parede, retirou seu membro duro e rijo de dentro da bermuda e penetrou-a sem se incomodar com possíveis seguranças que pudessem aparecer por ali. E ela gemeu baixo quando sentiu a glande do rapaz tocar-lhe o útero.

Começaram então a trabalhar os movimentos. Não ligavam para o fato de estarem na mesma posição pois amavam de coração a infidelidade, queriam saciar seus desejos carnais e retornar para suas vidas. Ficaram nesse vai e vem até que ela teve um orgasmo intenso e ele ejaculou tudo o que tinha em seu corpo dentro dela.

Cansados, bufando e suando pelas bicas, abraçaram-se buscando o ponto de apoio um do outro e, passados alguns minutos, recomporam-se, despediram-se sem cerimônias como se fossem apenas dois colegas de Universidade, retornando cada um para o seu mundo pessoal. Trocaram telefones para quando precisarem novamente um do outro: ele salvando o número dela com o nome masculino, e ela salvando o número dele com um nome feminino.

Tiveram outras oportunidades depois daquela primeira experiência, sempre no mesmo lugar, na mesma solidão e na mesma escuridão. Tinham seus ficantes, mas sempre se recorriam e sempre se atendiam quando um precisava saciar o outro. Se tornaram tão íntimos que ele foi no casamento dela e ela participou do noivado dele, sem que os respectivos parceiros soubessem da infidelidade um do outro. E sempre se encontravam nos fundos da Biblioteca da Universidade, mesmo depois de compromissados. porém enganaram-se achando que estavam sozinhos naquele lugar: as rãs e os grilos eram testemunhas de seus atos inconsequentes: essa estranha fidelidade à infidelidade.

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